Trabalhadores do Hospital Mário Gatti em Campinas iniciaram nesta segunda-feira (17/03) uma paralisação de 48 horas pedindo o aumento do prêmio por produtividade. Eles reivindicam que o pagamento do benefício aos médicos também seja concedido às demais categorias. Durante a manhã, cerca de 70 funcionários se concentraram em frente à entrada do setor de internação da unidade, onde distribuíram panfletos e afixaram faixas.
O protesto, de acordo com o Sindicato dos servidores públicos municipais, envolveu enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, mas também outros setores, como recepção. Com isso, quatro das oito cirurgias eletivas previstas até o meio-dia foram canceladas, números confirmados pela direção do Hospital. Ramon Jordão acompanhava a mãe, que passaria por um dos procedimentos, mas não foi internada no horário marcado. Ele conta que dependia de uma previsão para a remarcação para poder voltar a Estiva Gérbi.
Segundo o diretor do Sindicato dos servidores públicos municipais, Lourivan Valeriano, a paralisação por 48 horas serve para exigir que a distribuição do benefício seja feita de maneira igualitária. O Executivo, porém, descarta aumentar o prêmio dos servidores e alega que já gasta três milhões e quatrocentos mil reais com esta verba específica e justifica que todos ganham o benefício, mas que os valores são diferentes.
Além de pedir a extensão do benefício a todos os setores, os funcionários também afirmam que falta diálogo da direção do Hospital com as categorias. Essa reclamação, porém, foi rechaçada pelo presidente da instituição Marcos Eurípedes Pimenta. Ele classificou a paralisação como ‘inoportuna e injustificada”.
Na tarde desta segunda-feira, representantes do sindicato e uma comissão dos trabalhadores devem se reunir com membros da direção do Mário Gatti e os secretários de Relações Institucionais, Wanderlei de Almeida, e da Saúde, Cármino de Souza. Os manifestantes já afirmaram que, caso não haja acordo apos esse ato de 48 horas, uma greve por tempo indeterminado será deflagrada.