A epidemia de dengue em Campinas registrou um crescimento de 47% num período de 10 dias, segundo dados da secretaria de saúde. O número saltou de 706 casos da doença confirmados até o início de março para 1042. Pela curva e comportamento da epidemia, os registros podem chegar a mais de 2000 até o final deste mês. Os dados surpreendem porque, em geral, a população de Campinas tem conhecimento sobre os métodos que deveriam ser adotados para evitar a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Nas ruas da cidade, as pessoas afirmam que tomam cuidado para evitar o acúmulo de água parada em suas casas. É o caso da dona de casa, Edmara Cunha de Camargo, que disse estar sempre atenta na eliminação dos criadouros do mosquito. A aposentada Aparecida Gonçalves Silva afirma que toma conta da própria casa, mas existe uma grande dificuldade em saber como estão as coisas nas casas dos vizinhos. A técnica de enfermagem Cícera de Fátima Telles, acredita que a situação tende a piorar, já que o mosquito transmissor da doença está se reproduzindo até mesmo em água suja.
A situação epidemiológica é tão séria em Campinas, que levou os serviços de saúde a procurarem as unidades hospitalares do município para traçar um planejamento para o atendimento à população. O médico sanitarista da prefeitura e professor de medicina da faculdade São Leopoldo Mandic, André Ribas Freitas, afirma que os profissionais médicos e enfermeiros da cidade passaram por uma capacitação. Até atrásra, o mês de fevereiro foi o que registrou o maior número de casos de dengue, com 736 confirmações.