O Pronto Atendimento do Campo Grande, em Campinas, amanheceu sem médio clínico geral nessa quinta-feira. O problema foi causado porque o único profissional disponível para trabalhar nesse dia ficou doente. O ideal para atender a demanda, segundo informações do balcão de atendimento, seriam 5 clínicos gerais. Mas, nessa quinta-feira, só as crianças foram atendidas conforme exige a demanda, que são de 3 pediatras. Ediene dos Santos foi orientada a procurar outra unidade de saúde para buscar atendimento médico para o tio doente. O encaminhamento para outros prontos socorros da cidade é tão comum no local, que no balcão ficam disponíveis aos pacientes panfletos com informações de hospitais como Outro Verde e PUC, e PAs do Centro, São José e Padre Anchieta, com endereços, telefones e itinerários de ônibus. Maria do Socorro Souza, cujo marido está com Dengue, confirma ser comum a inconstância no número de médicos realizando atendimentos no PA Campo Grande. Maria da conceição lamenta depender do PA Campo Grande para cuidar da saúde da família. Apesar de ter sido constatada pela reportagem a falta de médicos de adultos no local, a Secretaria de Saúde informou que os casos de urgência e emergência na manhã desta quinta-feira foram atendidos e monitorados. A Secretaria de Saúde admite, no entanto, a dificuldade de contratação de médicos para o PA Campo Grande. Informa que em 2013 foram realizados um concurso público e quatro processos seletivos para temporários. Informa também que Prefeitura de Campinas anunciou o programa “Dr de Plantão”, que permite que profissionais da toda a rede e também de serviços externos façam plantões nas unidades de Urgência e Emergência. E ainda que um decreto autorizou a participação dos médicos que já trabalham na Secretaria de Saúde, sendo que até esta quinta-feira, 17 profissionais haviam se inscrito no programa. Só que para autorizar a participação dos médicos de fora da rede, é preciso aprovação de um Projeto de Lei, que já foi encaminhado à Câmara Municipal.