Quem procura os hospitais públicos de Campinas tem que ter muita paciência, pois a demora na fila chega a uma média de 12 horas. A situação nos prontos socorros dos hospitais públicos está ainda mais complicada devido a paralisação deflagrada pelos funcionários do Hospital Municipal Mário Gatti. Na manhã desta terça-feira, dezenas de pessoas aguardavam o atendimento do lado de fora da recepção do Pronto Socorro do Hospital Celso Pierro da PUC. Entre elas estava a auxiliar de produção Maria Cristina Guimarães. Ela chegou no local por volta das 7h e não tinha expectativa de quando deixaria o hospital. A vendedora Ana Lúcia Teixeira chegou no local na noite anterior e permaneceu no local até a madrugada. Nesta terça-feira ela voltou para novos exames e teve que esperar do lado de fora.
De acordo com o Diretor Clínico do hospital , Nilton Crepaldi Vicente, a média de internação no pronto socorro neste ano tem sido de 39, sendo que o limite é de apenas 20 pacientes, porém na manhã desta terça-feira 48 pacientes estavam internados.
Assim como nos demais hospitais ligados a rede SUS, o atendimento no Pronto Socorro do Hospital da PUC é classificado por cores. Os casos de emergências recebem a tarja vermelha, a amarela é para os pacientes considerados de urgência, a verde para os prioritários e a cor azul classifica o paciente que poderia ter procurado o posto de saúde.
O problema segundo auxiliar de produção Tuane Tainara de Souza é a falta de médico nas unidades básicas. Ela mora na Vila Padre Anchieta e com sintomas de dengue, teve que procurar o auxilio médico no Pronto Socorro do Hospital Ouro Verde onde a situação não é diferente da encontrada no Hospital do Puc.