Durante o carnaval, o atendimento médico no Hospital Mário Gatti em Campinas funcionou com equipe completa, porém o aumento na demanda foi sentido e houve até a necessidade de remanejamento de profissionais. Segundo a própria enfermagem, a espera nos casos não prioritários nesta segunda-feira (03/03), ficou em média em oito horas, o que é considerado normal. A chefia do planto médico afirmou que era de cerca de três horas.
Quem teve que aguardar o atendimento, considerou a demora um descaso. Robert Tinareli estava com sogra de 76 anos. Na hora da entrevista ele já estava aguardando há três horas. Ela é uma paciente prioritária, mas mesmo assim, o jeito foi esperar.
Na pediatria, a situação foi semelhante. Houve demora para atender a filha de Samanta Jesus Mendes, mas o atendimento foi bom. Aliás, Samanta já está até acostumada a esperar no Mário Gatti.
O chefe do plantão, Marco Antônio Altheman, atendeu a reportagem e inclusive mostrou as instalações do hospital. Nesta segunda-feira, nos casos de urgência e emergência, que ficam na ala amarela, havia leitos livres. No setor verde, que são as situações que necessitam de observação, mas com menor gravidade, também não havia problemas.
Altheman reconhece a lotação no Pronto Atendimento e diz que é reflexo do feriado de carnaval. Ele explica que são cinco médicos atendendo o PA, com reforço de outro da emergência.
Durante o carnaval, a chefia do plantão informou que houve aumento da procura de pacientes com casos de gravidade, com doenças, sintomas graves e mesmo idosos.