Um funcionário do parque Hopi Hari confirmou na justiça que tinha identificado uma falha na trava de proteção horas antes do acidente que matou a adolescente Gabriela Nishimura, de 14 anos, em fevereiro de 2012. A audiência foi a primeira do caso e aconteceu na tarde desta quinta-feira, no fórum de Vinhedo. A vítima despencou de um brinquedo conhecido como elevador, depois que o mecanismo de proteção apresentou falha.
De acordo com o promotor do caso, Rogério Sanchez, o depoimento da testemunha de acusação foi importante, já que reforça a tese de que o acidente poderia ter sido evitado. Segundo ele, esta foi apenas uma das inúmeras falhas apontadas pelo Ministério Público no inquérito. O advogado Alberto Toron, que representa quatro dos doze réus do processo, entre eles o ex-presidente do Hopi Hari Armando Pereira, afirmou que o depoimento mostrou que houve falha dos colaboradores do parque. Segundo ele, isso isentaria seus clientes de culpa no acidente, já que eles ocupavam cargos de gerência. A advogada que representa a família da vítima, Cristiane Rodrigues, disse que a família de Gabriela Nishimura, que vive no Japão, está inteirada do andamento do processo. Sobre o depoimento, ela informou que a testemunha favoreceu a acusação.
Os próximos depoimentos devem acontecer nos dias 14 de abril, em Guarulhos e 04 de atrássto em Campinas. Serão ouvidos os técnicos que vistoriaram o brinquedo após o acidente e também a prima da vítima, que presenciou a tragédia. A mãe de Gabriela Nishimura também vai prestar depoimento, mas a data ainda não foi confirmada. Ela já havia manifestado interesse em ser ouvida no Japão, mas tanto a defesa da vítima quanto a promotoria querem que ela venha ao Brasil.