Uma representação foi entregue ao Ministério Público contra a Sanasa de Campinas por aumento abusivo da tarifa de água e a inclusão indevida da cobrança do tratamento de esgoto. Os questionamentos são feitos pelo vereador Paulo Bufalo, do PSOL, após um levantamento feito pelo parlamentar.
Neste ano, o reajuste na cobrança de água aprovado pela Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias do Rio PCJ, pela resolução 34, foi de 6,63%. O problema, segundo Bufalo está no mês de fevereiro, quando a estrutura tarifária dos serviços de esgotamento foi alterada, substituindo a tarifa de esgoto que abrangia a coleta e afastamento de esgoto. O aumento com a mudança chegou em algumas cobranças de Campinas a 11,5%.
O vereador Paulo Bufalo questiona a mudança na tarifa de esgoto. Segundo ele, a separação feita em fevereiro dos serviços não tem amparo legal. Ele pede ao Ministério Público que faça uma cobrança à agência e na constatação da irregularidade que a cobrança na conta de água seja suspensa imediatamente.
Outro ponto questionado pelo vereador é a falta de transparência em alguns processos por parte da Sanasa de Campinas. Bufalo fala da falta de divulgação da forma como foi feito o cálculo repassado na conta de água e questiona a justificativa da agência sobre a capacidade de investimento da empresa de abastecimento de água.
Pelo levantamento feito pelo vereador, uma conta de R$ 40 no mês de janeiro, considerando o o valor pago pela água e pelo uso da rede de esgoto, em fevereiro, custou R$ 47,56.
A representação ao Ministério Público foi protocolada nesta quarta-feira (19/03). A Sanasa informou que só vai se pronunciar sobre o assunto quando for notificada.