A Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores de Campinas irá comparar a escala de trabalho planejada pela Prefeitura com a presença dos profissionais nas unidades. O objetivo da força-tarefa é verificar a causa da superlotação e da demora no atendimento, reclamações frequentes dos pacientes que se intensificaram nesta semana com a paralisação de funcionários no Hospital Municipal Mário Gatti. O presidente da Comissão, Gilberto Cardoso, vereador pelo PSDB, acredita que o legislativo poderá contribuir para reduzir a burocracia do serviço. Também estão previstas convocações das autoridades para esclarecimentos no Legislativo.
O secretário de Saúde, Cármino de Souza, afirmou que vai ampliar o rigor no controle de presença de médicos e servidores e que também fará a conferência dos nomes. Considerou falta grave a ausência dos profissionais nos plantões. Cármino comentou o impacto da paralisação dos funcionários do Mário Gatti nas outras unidades de saúde. A própria secretaria de saúde estima um déficit de profissionais de 100 plantonistas. A rede está com 1,7 mil médicos. Número que para o vereador do PSDB deveria ser suficiente. O secretário Cármino de Souza anunciou que a prefeitura vai autorizar um decreto para autorizar novas contratações por meio de um programa chamado “Doutor de Plantão”. Um outro projeto de lei prevê contrações para garantir uma espécie de banco para plantões.