O Batalhão de Ações Especiais da Polícia em Campinas completa três meses. É o primeiro do estado com cerca de 400 policiais que atuam no policiamento, patrulhamento, operações conjuntas, manifestações e jogos de futebol. De janeiro a março foram 331 prisões, com apreensão de 39 armas, entre elas fuzis. Ao todo quase 150 quilos de entorpecentes foram apreendidos. Mais de 40 operações realizadas.
O Batalhão chegou a Campinas como uma novidade, sendo comparado até com a Rota da PM na capital. A forma de ação mais violenta também acaba sendo associada. Em algumas operações bandidos chegaram a ser mortos pelos policiais, como a do dia 24 de março. Dois traficantes foram presos com cerca de 40 quilos de drogas. Um suspeito morreu.
O capitão do Baep, Fagner Pompiani, nega uma ação mais truculenta dos policiais, reforçando a conduta da PM. O uso de força, segundo ele, só é usado em caso de ameaça à integridade dos policiais e da população.
No início do ano, o nome do 1° Batalhão de Ações Especiais foi citado nas investigações da chacina que aconteceu em Campinas, com 12 mortes na região do Ouro Verde. Na ocasião, 31 policiais do BAEP chegaram a prestar depoimentos.
O capitão Fagner Pompiani reforça que foram os policiais que estavam de plantão no período das mortes, entre eles policiais de outros batalhões. Do Baep, 31 chegaram a entregar armas de uso particular para perícia. Pompiani não vê provas para relacionar os PMs com as mortes e destaca a reprovação da corporação diante dos assassinatos.
O Baep foi criado em janeiro. Os policiais são essencialmente os que atuavam na Força Tática. Nos três meses, foram 25 mil vistorias. Houve flagrantes de tráfico, receptação e roubo e furtos de veículos, além do apoio ao cumprimento de mandados. 40 adolescentes foram apreendidos, neste período.