Elide Teixeira convive diariamente com o risco de dengue. Moradora do Parque Valença, em Campinas, ela vai ao menos três vezes por semana até o Jardim Florence, onde cuida da mãe. Os dois bairros ficam na região noroeste, que concentra a maior parte dos 3.615 casos na cidade.
Somente no Centro de Saúde do Valença, quarta unidade com o maior número de registros, são 229. Entre eles, uma vizinha de Elide. Para ela, porém, a maior preocupação é com a mãe, de 78 anos, que necessita cuidados e mora no Jardim Florence. O bairro é o que mais possui confirmações de dengue: são 881, o que corresponde a 24% do total.
Nas ruas do Jardim Florence, a nebulização feita por caminhões da Superintendência de Controle de Endemias já começou, conforme anunciado pela Prefeitura. Mesmo aprovando o resultado da medida, Andréia Venâncio reclama de um terreno repleto de entulhos na Rua Doutor Luís Henrique Geovanete.
A falta de limpeza em áreas abertas é confirmada por Fátima Silva, que mora em uma rua próxima a um córrego e pede que a manutenção seja feita. Além do Jardim Florence, com 881, o Jardim Rossin, com 291, e o distrito de Barão Geraldo, com 252, também estão entre os centros de saúde com o maior número de casos de dengue.