Para combater a quarta maior epidemia de dengue em Campinas desde 1998, a Prefeitura da cidade pediu apoio ao Exército e vai usar o recurso da nebulização nos bairros mais afetados. Até o momento, são 2793 casos confirmados, sendo que dois terços foram registrados na região noroeste. Deste total, 100 pacientes apresentam sinais de alerta, que são sintomas mais graves.
Além do reforço de 100 homens do Exército e de dois caminhões para a nebulização, 30 pessoas da Superintendência de Controle de Endemias vão fazer o combate ao mosquito transmissor manualmente. Já para garantir vistorias em imóveis de áreas de risco, o prefeito de Campinas, Jonas Donizette, informou que o Departamento Jurídico recorreu a uma ação civil pública na Justiça. Segundo Jonas, ao menos 49 mil imóveis que deveriam ser fiscalizados não tiveram a entrada liberada.
As ações na região noroeste estão programadas para começar no dia 9 de abril e não têm data para acabar. Nesses locais, além da vedação das caixas d’água feita pelo Exército, os caminhões de nebulização vão passar entre 18h e 22h. O veneno, de acordo com o secretário de Saúde, Cármino de Souza, não apresenta grandes riscos à população. A orientação, segundo a Diretora da Vigilância em Saúde, Brigina Kemp, é para que as portas e janelas das casas sejam abertas. Crianças, grávidas e idosos também devem ficar em cômodos fechados.
Ainda segundo a Prefeitura, dados do Governo Estadual mostram que 25% dos casos de dengue em São Paulo se concentram na Região Metropolitana de Campinas. Por esse motivo, ações em conjunto com outras prefeituras estão previstas.