O mal gerenciamento das bacias hidrográficas, que funcionam como um dreno para a captação de águas das precipitações, tem sido um dos principais motivos para o problema da falta de água.
O sistema Cantareira, um dos maiores do mundo, responsável por abastecer mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, além de Campinas e Piracicaba, apresentou nos últimos dias um nível alarmante pela escassez de água.
A Professora de Gestão Ambiental da PUC-Minas, Maria Teresa Mariano, explica que a região de Campinas está passando por um stress hídrico, e que há uma desproporção entre a demanda pela água e o cuidado com os sistemas.
A professora alerta que a falta de um planejamento coerente, com uma integração maior, é um grave problema. Além disso afirma que a população também precisa estar atenta ao uso racional da agua. Mas alerta que todo o cuidado deve ser tomado antes da crise.
Na visão da coordenadora do curso de Gestão Ambiental da PUC-Minas é necessária uma mudança radical no tratamento do problema, com a implementação de uma nova gestão, integrando os setores que mais utilizam a água, na tentativa de uma reorganização de consumo diário.
Maria Teresa Mariano fez uma crítica as medidas emergenciais, como o racionamento.
Desde o início de abril, a chuva sobre essa área do sistema Cantareira totalizou 20,7 milímetros. A média histórica para o mês inteiro é de 89,3 milímetros. No entanto, a quantidade de chuva prevista para o período seco, que começa na segunda quinzena de Abril, é insuficiente para recuperar os níveis dos reservatórios.