O Ministério Público de São Paulo vai investigar se a escassez de água que atinge o Sistema Cantareira é resultado de má gestão e se houve o descumprimento dos termos da autorização dada à Sabesp em 2004 para explorar o sistema. Um dos principais termos da outorga estabeleceu que a companhia fosse responsável por buscar alternativas para reduzir sua dependência do Cantareira. O principal foco do MP é a resistência do governador Geraldo Alckmin em autorizar o racionamento de água na Grande São Paulo e nos municípios abastecidos pela Sabesp.
De acordo com o promotor Ivan Carneiro, o Ministério Público entende que faltaram investimentos para buscar outras fontes de captação de água na região, como previa a outorga do sistema Cantareira e que também não houve fiscalização dos órgãos competentes. Segundo ele, se as medidas tivessem sido tomadas, a situação hoje, mesmo diante da estiagem fora de época, seria completamente diferente. O promotor Ivan Carneiro informou que as investigações foram motivadas pelo entendimento do Ministério Público de que o racionamento na região já deveria ter sido adotado há algum tempo.
O governador Geraldo Alckmin evitou falar sobre o inquérito. Ele informou que se for necessário haverá racionamento, e que São Paulo está preparado e tem um cenário excepcional. Segundo ele, apesar da crise nos reservatórios, não há falta de água no Estado.