O mandato do prefeito de Paulínia, na Região Metropolitana de Campinas, Edson Moura Júnior, do PMDB, foi cassado pela Justiça Eleitoral de Paulínia. A decisão é de 1ª instância e pode ser revertida, mas Edson Moura Júnior e seu vice, Francisco Bonavita, devem deixar seus cargos assim que forem notificados pela Justiça Eleitoral. A sentença foi dada pela juíza eleitoral Marcia Ishikawa que ainda decidiu pela suspensão de seus direitos políticos pelo período de oito anos. A juíza entendeu que houve fraude na época da eleição porque ele substituiu a candidatura do pai, que tinha condenações por improbidade administrativa. O pai, Edson Moura, decidiu de última hora substituir sua candidatura pela do filho. Na época, a candidatura chegou a ter o registro impugnado por esse motivo, mas o Tribunal Superior Eleitoral decidiu devolver o registro à Edson Moura Júnior. Decisão que o morador de Paulínia, Osvaldo Leal, diz nunca ter entendido. A população de Paulínia está confusa com a situação e muitos nem sabem mais quem é o prefeito. Já Lúcia Helena dos Santos não se importa com a confusão e quer que Moura Júnior fique no cargo. O presidente da Câmara de Paulínia, Marcos Fiorella, é quem deve assumir provisoriamente a Prefeitura, pois o segundo colocado na eleição, José Pavan Júnior, do PSB, também está cassado pela Justiça Eleitoral. Pavan, que tentava a reeleição, foi acusado de ter usado indevidamente jornais da cidade para promover sua candidatura. Uma liminar que ele tenta derrubar na Justiça. Caso Moura Júnior e Pavan Júnior não consigam reverter o processo, uma nova eleição poderá ser marcada pela Justiça Eleitoral em Paulínia. Edson Moura Júnior informou, através de sua Assessoria de Imprensa, que não vai se pronunciar sobre a decisão Judicial porque ainda não foi notificado.