Os funcionários da Unicamp paralisaram as atividades nessa quarta-feira em resposta à proposta do Cruesp – Conselho de Reitores – de manter os salários congelados nessa data-base, sem reposição das perdas inflacionárias. Além da Unicamp, funcionários da USP e UNESP também decidiram pela paralisação. João Raimundo Mendonça de Souza, Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, explica que a paralisação é uma forma fazer pressão no dia em que uma reunião de negociação entre os sindicatos que representam as categorias e o Cruesp acontece na capital paulista. Na Unicamp, durante a manhã, um grupo de cerca de 400 pessoas se reuniu em uma ato em frente à reitoria da Unicamp, com carro de som e palavras de ordem que fugiam do convencional. O sindicalista afirmou que se for mantida a decisão de congelamento dos salários será deflagrada greve que poderá atingir, além dos funcionários técnico-administrativos, também professores e a área da saúde. Os trabalhadores cobram a reposição da inflação mais 3% de aumento real. Em 2000 e 2004, quando o Cruesp propôs congelar os salários, as categorias administrativa e docente realizaram greves conjuntas que reverteram a situação. Nessa quinta-feira acontece uma nova assembleia ao meio-dia, que vai avaliar o resultado das negociações e discutir um indicativo de greve caso não haja avanços no diálogo com os reitores.