A sensação das pessoas pelas ruas de Campinas é uma mistura de críticas e expectativa na semana em que começa a Copa do Mundo. Questionados, muitos citam as promessas de melhorias e as obras incompletas, mas também já dizem sentir o clima para o Mundial.
Deivid de Paula, por exemplo, acredita que a insatisfação de parte da população é justa, mas defende que o momento não é o melhor para ser contra o evento. Gustavo Marsaioli reconhece que a expectativa está abaixo do normal. Ele atribui a motivação das manifestações em diversas cidades a interesses políticos.
Mesmo com a insatisfação, o cientista político da Unicamp, Valeriano Costa, não acredita que protestos semelhantes aos de junho de 2013 aconteçam durante a Copa. Para o estudioso, o panorama atual é diferente. Ele também culpa os governantes pela expectativa alta diante do megaevento.
Em meio ao ambiente de insatisfação e crítica, o comércio na região central sentiu os reflexos da tensão dos últimos meses. A gerente de uma loja de roupas, Keila Lima, conta que esperou até o último momento para enfeitar o local e colocar roupas das cores da bandeira nacional na vitrine. A partida de abertura da competição acontece na próxima quinta-feira, em São Paulo. Brasil e Croácia se enfrentam a partir das cinco horas da tarde.