A primeira audiência de instrução e julgamento do processo que apura denuncias de corrupção de agentes do DENARC (Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico) foi marcada pelo depoimento de apenas 1 réu colaborador.
Durante a fase inicial da audiência, o promotor Amaury Silveira Filho pediu a inversão dos depoimentos. Inicialmente as testemunhas arroladas seriam ouvidas, porém com o pedido da promotoria, os réus colaboradores deram inicio as oitivas.
O primeiro réu a ser ouvido foi Lucas Escotão , que afirmou ser o responsável pelo caixa da organização criminosa. Lucas apontou a participação de policiais civis no esquema de extorsão.
Para o promotor Amaury Silveira, esta primeira oitiva corroborou com toda a investigação feita pelo MP.
O processo criminal conta com 23 réus, sendo 13 policiais civis e 10 traficantes. 2 réus estão foragidos e estiveram presentes na audiência 18 réus. Segundo a promotoria, policiais de Campinas e São Paulo cobravam propina dos criminosos para facilitar a ação na comercialização de drogas.
Neste primeiro depoimento, o réu ouvido, confirmou que quantias em dinheiro eram repassadas para policiais. Também afirmou que foi torturado em determinada situação, por não ter o valor combinado.
Para o Ministério Público as declarações trazem detalhes minuciosos sobre a ação dos policiais.
A audiência continua na próxima sexta-feira, dia 13 de junho. Quando os trabalhos forem retomados, deverão ser ouvidos outros réus colaboradores. Dentre os réus está Wanderson de Paula Lima, o Andinho, acusado pelo Ministério Público de participar do esquema.