As testemunhas do processo que apura denúncias de corrupção de agentes do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico começam a ser ouvidas nesta sexta-feira pela Justiça em Campinas. Em 2013, policiais civis e traficantes relacionados a Wanderson de Paula Lima, o Andinho, foram presos em uma operação do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado e da Corregedoria da Polícia Civil.
As investigações do Gaeco apontaram que os policiais recebiam pagamento anual de até 300 mil reais para facilitar a ação dos traficantes ligados a Andinho. Mesmo preso há 12 anos na penitenciária de Presidente Venceslau, o criminoso é acusado de continuar comandando o tráfico de drogas. Isso porquê as escutas telefônicas comprovaram que o bandido chegou a ameaçar policiais depois que membros do bando foram sequestrados.
Segundo os promotores, agentes de Campinas e da capital paulista cobravam propina dos criminosos para facilitar o tráfico de drogas. Em alguns casos, os familiares dos traficantes eram raptados para extorquir o bando e conseguir mais dinheiro. O processo criminal possui 23 réus, sendo 13 policiais civis e 10 traficantes, que devem estar presentes na audiência desta sexta-feira. Entre eles, está Andinho. Por esse motivo, a segurança na Cidade Judiciária será reforçada.