A insatisfação de trabalhadores do Cândido Ferreira referente à proposta da prefeitura de Campinas sobre a prorrogação do convênio fez com que cerca de 150 pessoas participassem de um ato público no paço municipal, nesta segunda-feira (02/06), data em que legalmente o convênio vence. O executivo propôs mais seis meses do contrato para assistência à saúde mental no município. A verba oferecida ao Cândido será menor durante o semestre.
A Terapeuta Ocupacional, Ellen Ricci, participou da organização do protesto. Ela trabalha há seis anos no convênio e fala do reflexo desse repasse: num primeiro momento mais de dez profissionais seriam demitidos.
A Secretaria de Saúde, através da responsável pela área técnica de saúde mental do município, Sara Sgobin, afirmou por nota que a prefeitura está reassumindo as equipes de saúde mental na atenção primária e também um Centro de Convivência. Portanto, a contratação desses serviços pelo Cândido Ferreira não é mais necessária.
Além do corte na verba, os trabalhadores dos CAPS Integração e o da região Sul vão ter que deixar os locais, já que os prédios são da prefeitura, que passa a assumir o serviço, com trabalhadores concursados. A situação também dessagrada os funcionários do Cândido. A prefeitura diz que os serviços não serão suspensos nos CAPS já que haverá funcionários municipais.
Sobre a diminuição da verba e as demissões, a assessoria imprensa da Secretaria de Saúde informou que o pagamento será proporcional aos serviços e que as demissões ficariam a critério do Cândido Ferreira. Também reforçaram que o Cândido pode firmar outras parceiras e convênios, por exemplo, com planos de saúde.
Em relação à prorrogação, a prefeitura informa que a proposta do executivo deve ser publicada no Diário Oficial até o final desta semana. O convênio será assinado após a publicação.