As quedas abruptas registradas no nível do Rio Atibaia, que é responsável por 95% do abastecimento de Campinas, deixaram a Sanasa em alerta. A última redução levou a vasão de 6 metros cúbicos para 4,5 metros.
A principio a Sanasa acreditava que a queda poderia ser causada pela Pequena Central Hidrelétrica da CPFL, mas a vistoria técnica mostrou que o local não apresentava falhas ou problemas.
Diante disto a empresa solicitou ao Departamento de Águas e Energia Elétrica a liberação de recursos para realizar um sobrevoo de helicóptero pelo rio, para localizar possíveis problemas.
Para Marco Antônio dos Santos, Diretor Técnico da Sanasa, é possível que alguma barragem tenha sido criada no meio do rio e esteja represando a água.
A Sanasa afirma que, mesmo com a queda no nível do Rio Atibaia, a cidade de Campinas ainda não está sofrendo problemas com a fala da agua. Mas a empresa ressalta que a possibilidade de um racionamento não está totalmente descartada.
O município de Campinas recorreu ao Estado para a liberação de fluxo do sistema Cantareira. Segundo Marco Antônio dos Santos, a região deve receber nos próximos dias a água liberado, isso pode evitar o racionamento.
De acordo com a Sanasa outras quedas na já haviam sido registradas no Rio Atibaia, porém era reflexo da seca e da crise hídrica, dessa vez a forte queda chamou a atenção e levou a empresa a tomar essas medidas.