Pelo menos 70 servidores do Serviço de Saúde Cândido Ferreira fecharam as duas pistas da Avenida Anchieta por 1h30, no final da tarde desta segunda-feira. A manifestação aconteceu durante o período em que uma representante dos trabalhadores se reunia com os secretários de saúde, Cármino de Sousa, e de relações institucionais, Wanderley de Almeida. Nesta segunda-feira, a prefeitura prorrogou o convênio com o serviço por um período de três meses, repassando uma verba menor do que a necessária para manter a qualidade nos atendimentos, segundo os servidores.
Eles alegam que o repasse deveria ser de pelo menos R$ 5,4 milhões de reais por mês, mas a prefeitura estaria disposta a pagar R$ 4,8 milhões. De acordo com a representante dos trabalhadores na reunião, Carolina Luis, a prefeitura apresentou uma proposta de renovação do convênio, o que exigiria ampliação dos serviços oferecidos pelo Cândido Ferreira. Ela explica que por se tratar de renovação e não prorrogação, os valores do repasse deveriam ser reavaliados.
Os representantes da prefeitura e dos trabalhadores voltarão a se reunir nesta terça-feira, a partir das 15 horas. Em assembleia, os servidores do Cândido Ferreira decidiram que durante o encontro irão levar para o paço os trabalhos de oficina, com música, pintura e capoeira. A prefeitura de Campinas informou apenas que está negociando a situação do Cândido Ferreira.