Pedindo a abertura das negociações com o Conselho de Reitores, os trabalhadores em greve da Unicamp, em Campinas, bloquearam na manhã desta quarta-feira quatro entradas do campus da universidade. A manifestação começou às oito da manhã e causou lentidão por quase duas horas no trânsito das principais vias de acesso, o que alterou a rotina de muitas pessoas no distrito de Barão Geraldo. O motorista de caminhão Márcio Pereira precisava entregar uma carga no local, mas ficou parado no congestionamento da avenida Romeu Tórtima, uma das mais afetadas pelo protesto.
A avenida Guilherme Campos também teve lentidão devido ao fechamento parcial de uma das entradas do Hospital de Clínicas. A fila de veículos chegou até a marginal da Rodovia Dom Pedro I. Na avenida Professor Atílio Martini, o bloqueio na portaria próxima à Faculdade de Educação Física também complicou o tráfego de veículos. Por volta das 10 da manhã, todas as entradas foram liberadas e os trabalhadores se juntaram aos estudantes para uma passeata. O grupo de 150 pessoas percorreu os dois lados da rua Roxo Moreira, em frente ao campus, e depois se concentrou em frente à reitoria.
De acordo com o coordenador do sindicato dos trabalhadores, João Antônio Mendonça, a entidade quer que os reitores da Unicamp, Unesp e Usp revejam a decisão de congelamento dos salários. Além de panfletos e cartazes com as reivindicações, os trabalhadores também usaram um carro de som durante o ato. Em nota, a Unicamp alegou que a “vigilância interna foi acionada e medidas judiciais para impedir a obstrução também foram tomadas”. A Reitoria afirmou que realiza “reuniões periódicas com as entidades sindicais para manter o diálogo com o movimento grevista”.