As tarifas cobradas nos pedágios das rodovias paulistas estão, em média, 5,29% mais caras. Na região de Campinas, nas cinco concessionárias que administram a malha viária, o índice chegou a 6,37%. Nas ruas da cidade, o aumento promovido pela Agência Estadual de Transporte dividiu opiniões. Muitos, como Carlos Zeratti, acreditam que o reajuste seja normal devido ao serviço prestado. Rosana Pires pondera e confirma a insatisfação, mas diz que é inevitável o aumento dos valores cobrados. Mesmo elogiando as condições da maioria das rodovias, porém, o taxista Clécio Correia acredita que o reajuste deve pesar no bolso do cidadão.
Defendendo o reajuste, o governador do estado, Geraldo Alckmin, alegou que o índice foi anunciado após dois anos sem aumento nos valores. Em 2013, devido às manifestações que aconteceram em todo o Brasil, o Governo impediu a mudança, mas permitiu que as concessionárias cobrassem tarifa pelo eixo suspenso dos caminhões. De acordo com Alckmin, o reajuste representa cerca de 40% do índice da inflação no período. Com o aumento, os valores cobrados na Bandeirantes no trajeto entre São Paulo e Campinas, por exemplo, passaram de R$ 7,30 e R$ 7,20 para R$ 7,70 e R$ 7,60, respectivamente.