Nascido em 15 de setembro de 1933 na cidade mineira de Boa Esperança, além de escritor, Rubem Alves era psicanalista, educador e teólogo. Aos 12 anos se mudou para o Rio de Janeiro onde teve os primeiros contatos com a religião e conheceu a Teologia.
Entre 1953 e 1957 estudou Teologia do Seminário Presbiteriano de Campinas e foi transferido para Lavras, em Minas Gerais, em 1958. Na cidade mineira, casou e teve três filhos.
Em 63 foi estudar em Nova York onde se tornou mestre em Teologia. De volta ao Brasil no ano do golpe militar, foi denunciado pelas autoridades da Igreja Presbiteriana como subversivo e, em 68, foi perseguido pelos militares e retornou para os Estados Unidos onde se tornou doutor em Filosofia. De volta ao Brasil, por indicação do professor Paul Singer, conhecido economista, é contratado para dar aulas de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro (SP).
Em 1973, transferiu-se para a UNICAMP, como professor-adjunto na Faculdade de Educação. Aposentado, abriu um restaurante em Campinas onde demonstrou seu amor pela cozinha. Rubem Alves era membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.
Entre biografias, crônicas e livros de filosofia, religião e teologia, Rubem Alves tem 72 obras publicadas.
No facebook oficial do escritor, a filha dele, Raquel, musa inspiradora dos livros infantis dele, escreveu um depoimento emocionado onde disse que prefere “converter a dor em amor e gratidão por esse homem e pai maravilhoso”
Em um texto de seu livro lançado em 2012, Rubem Alves escreve:
Se eu morrer atrásra não
terei do que me queixar.
A vida foi muito
generosa comigo.
Plantei muitas árvores,
tive três filhos, escrevi
livros, tenho amigos.
Claro, sentirei muita
tristeza, porque a vida
é bela, a despeito de
todas as suas lutas e
desencantos.
Quero viver mais, quero
terminar a minha sonata.
Mas, se por acaso ela ficar
inacabada, outros poderão
arrumar o seu fim.