A forte estiagem foi a principal causa para o fechamento de 3 mil postos de trabalho na área da Bacia Hidrográfica dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, foram criados 12.398 postos formais na Região Metropolitana de Campinas entre janeiro e junho deste ano. O resultado representou uma queda de 37,53% em relação ao mesmo período de 2013, que teve um saldo de 19.847 postos gerados.
Uma pesquisa de sondagem industrial apresentada pela Fiesp apontou ainda que pelo menos 29,5% das grandes empresas paulistas terão forte impacto no faturamento em caso de racionamento de água. Segundo o levantamento, a produção das grandes empresas também seria mais afetada durante o racionamento de água. 50% delas teriam de interromper o processo produtivo. No caso das micro e pequenas, 34,5% precisariam frear a produção. Para 39,3% das médias empresas, o corte do abastecimento provocaria a suspensão.
De acordo com o economista do instituto Econprime, Jorge Nogueira, faltou investimentos para que os municípios pudessem enfrentar com mais tranquilidade algumas determinadas situações, como uma estiagem prolongada. Ele acredita que nesse momento de crise, é a indústria que sofre com as consequências. A pesquisa apresentada pela Fiesp, foi realizada entre os dias 12 e 26 de maio, quando governo e a sociedade já discutiam a crise hídrica e a possibilidade futura de racionamento.