Centenas de pessoas foram dar o último adeus ao escritor Rubem Alves, que morreu no final da manhã de sábado, em Campinas. Ele estava internado desde o dia 10 de julho no Centro Médico de Campinas, para tratar uma pneumonia. Na sexta-feira o estado de saúde piorou e ele morreu por falência múltipla dos órgãos. O corpo do escritor foi velado na Câmara Municipal até ás 12h deste domingo. Na sequencia, seguiu para o Crematório Metropolitano Primaveras ,em Osasco. Rubem Alves deixou uma carta escrita , em 2005 aos três filhos para ser aberta somente na sua morte. A carta foi lida logo após a chegada do corpo para o velório. Sua filha , a arquiteta Raquel Alves, explicou que o pai sempre lidou com a morte de uma forma muito particular e dela fez poesia. Entre uma série de mensagens e poemas ele pedia para que seu corpo fosse cremado e as cinzas jogadas junto ao um pé de ipê amarelo. A árvore símbolo do Brasil tinha um grande significado para o também poeta Rubem Alves. Segundo o pró-reitor da Unicamp, João Federico da Costa Azevedo Mayer, que era amigo pessoal do escritor , Rubem Alves dizia que a leitura tem que ter sabor, tanto que na época em que fazia parte do quadro de docentes da universidade, criou um jornal que misturava as palavras saber e sabor. Além de escritor Rubem Alves foi filosofo, mestre em teologia , educador, cronista e uma série de outras atividades ligadas ao pensamento. Era também professor emérito da Unicamp e membro da Academia Campinense de Letras. O presidente da Academia, Agostinho Toffoli Tavolaro, disse que a mensagem deixada pelo escritor na sua vasta obra foi o otimismo pela vida . Rubem Alves escreveu 158 livros , entre eles 57 infantis que foram traduzidos em 12 países. O preferido do autor era A Menina e o Pássaro Encantado, que ele escreveu para a filha que reclamava de saudade por conta das suas viagens.