Campinas completa 240 anos com desafios típicos de uma cidade grande e, nas ruas, a crise política vivida há mais de três anos ainda é lembrada, assim como a epidemia de dengue deste ano, que exigiu atenção especial da Administração Municipal. O taxista Ronaldo Rosa Lima, por exemplo, acredita que os problemas na saúde, na segurança e na política, não permitem que o aniversário da cidade seja comemorado. Segundo ele, as últimas gestões não conseguiram resolver as dificuldades enfrentadas pela população.
Enquanto problemas e soluções são enumerados, a história bicentenária continua viva, mas a restauração começa atrásra a caminhar. É o que afirma o historiador do setor de patrimônio, Henrique Anunziata. Ele destaca a criação do Condepacc, mas reconhece que o processo de restauração de prédios históricos ainda não foi iniciado por completo. Segundo Anunziata, é cada vez mais difícil gerar benefícios aos parceiros privados que se dispõem a fazer investimentos.
Mas além dos desafios, o município ainda desempenha papel importante para moradores de cidades vizinhas, como Giane Chaves, de Monte Mor. Atualmente com mais de um 1,1 milhão de habitantes, porém, a cidade atingiu em maio uma frota que supera 870 mil veículos. Com isso, a lentidão é frequente nas principais avenidas, o que reflete na vida de muitos moradores. Neste caso, entre as apostas de solução da Prefeitura estão mudanças semafóricas e de sentido das vias, totalizando até 80 mil reais de investimento em cada ponto. As medidas já começaram a ser aplicadas.