O plebiscito que vai definir se as regiões do Ouro Verde e do Campo Grande, em Campinas, serão transformadas em distritos, está longe do conhecimento da população da cidade. Nas eleições de outubro deste ano, além dos votos nos deputados estadual e federal, senador, governador e presidente da República, os eleitores de Campinas terão de votar para aprovar ou rejeitar a proposta. Nas ruas da cidade, grande parte da população sequer sabe que o município passará por um plebiscito e aqueles que afirmaram saber da votação, não têm nenhuma informação sobre como isso vai acontecer.
A massagista Débora Regina Baldi, não sabia da proposta de transformação das regiões do Campo Grande e do Ouro Verde em distritos e criticou a falta de informação. A aposentada, que se identificou apenas como Anete, sabia que haveria o plebiscito, mas não fazia ideia que a escolha aconteceria junto com as eleições de outubro. O controlador de acesso, Ademir dos Santos, disse que sabia da realização do plebiscito e como proceder durante a votação. Mas mesmo assim, ele acredita que falta muita informação sobre o assunto.
Líder da frente que defende a criação dos distritos em Campinas, o vereador Rafa Zimbaldi, reconhece que a população ainda não foi informada corretamente sobre o plebiscito. Ele afirma que esse cenário vai mudar, quando a justiça eleitoral der permissão para as propagandas. Como a proposta de criação dos novos distritos em Campinas foi aprovada de forma unânime pela Câmara de Campinas, não haverá uma frente que defenda a manutenção do Ouro Verde e do Campo Grande como regiões.
No dia da eleição, em outubro, depois de votar nos candidatos aos cargos legislativo e executivo, o eleitor de Campinas responderá a duas questões: Você é a favor da criação do distrito do Ouro Verde?; E você é a favor da criação do distrito do Campo Grande? O número 60 será correspondente ao sim e o 30 ao não.