Oferecer uma oportunidade de voltar ao mercado de trabalho e recomeçar a vida. É com esse pensamento que presidio feminino de Campinas, oferece as detentas o programa “Caia na Rede”, que tem como objetivo dar aulas de informática as presidiárias.
A iniciativa, inédita no Brasil, é uma parceria entre o Governo do Estado de São Paulo e a Rota das Bandeiras, que já implantou o programa em escolas, asilos e regiões onde atua.
A chance de fazer um curso básico de informática, receber um certificado e ter uma oportunidade inspira a presa Mariele dos Santos Alves, que espera superar o preconceito da sociedade e retomar a vida.
A sala implantada no presidio de Campinas tem 9 computadores e a capacidade de atender 32 presas, sendo 2 turmas do regime fechado e 2 turmas do regime semiaberto.
Além do certificado após a conclusão do curso, as detentas também serão beneficiadas com a redução da pena que a elas foi imputada pela justiça. O curso de 40 horas dará direito a abater três dias no final da pena.
Daniele de Freitas Melo, diretora geral da unidade penitenciária em Campinas, destaca que o projeto tem o pensamento voltado para a ressocialização da reeducanda.
O projeto é financiado pela Odebrecht, empresa que administra a Rota das Bandeiras. Para o Secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Lourival Gomes, a participação da iniciativa privada é fundamental para a demanda nos presídios do estado.
A Penitenciária Feminina de Campinas tem 967 presas, quando a capacidade da unidade é de 556 detentas.
Ao todo sistema prisional do Estado comporta 220 mil detentos, o que representa 40% da população penitenciária de todo o Brasil.