Os poços artesianos são alternativas para captação de água e essa possibilidade no meio da crise hídrica faz com que a procura por perfurações cheguem a dobrar em Campinas. Em Ribeirão Preto, por exemplo, o abastecimento de 100% da cidade é feito através dos poços profundos. Diferente da região de Campinas, Ribeirão não enfrenta problemas de abastecimento, mesmo com um dos períodos mais secos da história. O diretor técnico do Departamento de Água e Esgotos, Ivo Colicchio Júnior, diz que o uso dos poços garante uma maior segurança hídrica.
Outras cidades do oeste do estado também se abastecem através dos poços. A localização nesta área é privilegiada devido aquífero Guarani. O geólogo Wlamir Maris explica que nem todas as cidades do estado tem essa, mas essas alternativas podem ser usadas para amenizar os problemas. O que falta, segundo ele, é a ação de gestores.
Na região de Campinas, Cordeirópolis pediu autorização ao departamento estadual em julho para novas perfurações. O processo segundo a prefeitura já está em período de licitação. Outra cidade que destaca a importância de poços artesianos é Nova Odessa, onde medidas são adotadas diante da crise: a situação segundo a prefeitura só não é pior porque a grande maioria as empresas do município usam os poços artesianos.
A reportagem conversou com um empresário que há duas décadas tem poços artesianos no lava rápido em que é proprietário, na Vila Industrial em Campinas. Wagner Alberto Guerini reforça a preocupação com a falta de água e conta que já percebe a uma queda expressiva no nível da água do poço, neste ano. Ele fazia a limpeza no poço a cada dois anos. Com a estiagem atípica já fez a segunda limpeza só em 2014.
As perfurações de poços não são proibidas, mas há necessidade de liberação e análise geológica. Locais pequenos não comportam os poços. Outros pontos a serem analisados são a potencialidade de água e a demanda.