A crise hídrica na região tem impactado negócios que precisam do uso de água. São aqueles que geralmente a gente não vê opção. Por exemplo, a lavagem de carros, banho no bichinho de estimação e limpeza mais pesada após um obra em casa.
Quem trabalha com estes serviços começa a se adaptar com realidade e sentir no bolso. Júlio César Dineno é proprietário de um lava-jato em Campinas que presta serviços para grandes empresas na lavagem de frotas de veículos. O faturamento dele chegou a cair pela metade. Os próprios empresários têm mudado os hábitos: As lavagens que eram diárias, atrásra são semanais.
No Pet Shop da Juliana Mota, os horários de banho para os animais são restritos ao período da tarde. O estabelecimento dela é em Campinas e embora a cidade não tenha racionamento, ela informou que em alguns dias problemas na rede deixam o local sem água por algumas horas. Banhos agendados chegam a ser cancelados. A queda no movimento de clientes passa de 30%.
A empresa de Hudson Pires que faz serviços de limpeza pesada em estabelecimentos, prédios e casas, não teve impacto financeiro. Ele encontrou medidas para economia de água – o paninho de limpeza e equipamentos que reduzem o consumo da água. Hudson também percebe a conscientização dos clientes neste sentido, que se preocupam inclusive com as multas que podem ser aplicadas em caso de desperdício.
Além destes estabelecimentos, a reportagem conversou com funcionários de lavanderias de Campinas. Segundo eles, algumas unidades já começam a comprar água de caminhão pipa.