O Reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, admitiu que a proposta de reajuste zero para os funcionários e professores da Unicamp representa perdas salariais para a categoria, mas afirmou que a decisão não depende só da Unicamp, mas do conselho de reitores das três universidades paulistas, o Cruesp. José Tadeu Jorge explica que um reajuste diferenciado quebraria o processo de isonomia salarial e colocaria em risco o bem maior das universidades paulistas de autonomia com vinculação orçamentária. Segundo ele, os limites dos orçamentos das 3 universidades paulistas precisam ser respeitados, sendo que no caso da USP há um comprometimento no orçamento com a folha de pagamento acima de 100%. No caso da Unicamp, o comprometimento do orçamento com a folha de pagamentos é de 96,5%, na Unesp 94,4%, e na USP, 104,2%. José Tadeu Jorge lamenta que a proposta de abono de 21% de abono salarial aplicado sobre os salários de julho, mais o a promessa de avançar no projeto de equiparação salarial com a USP, não tenham sido aceitos. Os funcionários iniciaram a greve no dia 23 de maio, quando o Cruesp anunciou a decisão de congelar os salários.