Usuários das estações de transferência que ficam em frente à Prefeitura de Campinas reclamam da falta de informações no local sobre os itinerários e as linhas de ônibus. Sem vidros desde junho de 2013, quando as estruturas foram destruídas durante as manifestações, os pontos na Avenida Anchieta não tiveram os adesivos e placas recolocados. Para Bárbara Fernandes, o problema é que muitas pessoas que frequentam o centro da cidade não conhecem os trajetos e os horários do transporte coletivo. Outros passageiros também reclamam da falta de proteção, já que as estações de transferência ficam no meio da avenida. O estudante André Araújo, por exemplo, alega que a parte de trás dos abrigos fica exposta sem os vidros.
Na época dos protestos, o Executivo Municipal calculou os estragos em equipamentos públicos em R$ 500 mil. No local, um radar derrubado e parte da iluminação foram repostos, assim como vidraças e janelas do Paço Municipal. Apesar disso, os vidros onde os avisos eram afixados não foram recolocados. Procurada mais de um ano depois, a Emdec informou que existem cerca de 5,2 mil pontos na cidade. “Deste total, aproximadamente um terço têm abrigo”, já que existem características diferentes em cada local. A empresa diz que realiza “trabalho regular de recuperação e recolocação da comunicação visual” e que estuda terceirizar a “implantação e manutenção, mediante contrapartida de exploração publicitária”. As regras da medida “devem ser definidas até setembro, possibilitando nova forma de gestão”.