O Ministério Público ajuizou uma ação civil contra o deputado estadual reeleito Feliciano Filho, por danos ambientais e improbidade administrativa. No ano passado, a Polícia Civil realizou operação no o abrigo de cachorros da União Protetora de Animais, a UPA, às margens da Rodovia Anhanguera em Campinas.
O Setor Especializado na Proteção de Animais e do Meio Ambiente da Seccional de da cidade, o SEPAMA, encontrou no local, 40 animais em situação de negligência e maus tratos. Cinco filhotes estavam mortos dentro de uma geladeira, conforme consta no inquérito. O deputado Feliciano afirma que tudo não passou de calúnia e armação. Ele fala de uma questão pessoal e política envolvendo a delegada responsável, Rosana Mortari.
A delegada foi procurada pela reportagem, mas não retornou o contato.
Feliciano também é acusado pelo MP de improbidade administrativa, com pedido de cassação. Alguns meses após operação o SEPAMA, setor da delegada, sofreu uma correição extraordinária e teve as atividades suspensas. No relatório, o MP considera como “incrível coincidência” tal correição. Feliciano diz que é absurdo acusa-lo de ação política.
Um tenente da Polícia Militar em oitiva ao MP disse que no dia da ação no abrigo da UPA ele chegou a ser coagido e após a operação houve questionamento formal pela Assembleia Legislativa, que teria sido provocado pelo deputado Major Olímpio, junto a Feliciano.
Sobre as acusações de danos ambientais a promotoria se baseia no fato de que todos os efluentes gerados no abrigo da UPA eram encaminhados diretamente para o rio, além de um pequeno lixão na área que é de proteção permanente.
O deputado estadual Fe questiona o trabalho do Ministério Público nas acusações, diante do fato de a promotora Cristiane Corrêa Hillal só ouvir um dos lados. A assessoria do Ministério Público disse que a promotora não precisa colher mais depoimentos se considerar as provas suficientes. Feliciano e as testemunha dele devem ser ouvidas em juízo. Sobre a instauração do inquérito antes das eleições, o MP destacou que não divulgou ação civil no portal do órgão.
Na ocasião o presidente da UPA era Vicente Carvalho, que também é acusado pelo MP. Apesar disso, depoimentos colhidos pela promotoria reforçam que Feliciano Filho era o responsável pela ONG.