A comissão de segurança da câmara de Campinas quer responsabilizar o governo do estado de São Paulo, que descartou a possibilidade de instalar a segunda Delegacia de Defesa da Mulher, no prédio que abriga a segunda seccional do município. A previsão era que a unidade integrasse parte do espaço, que está localizado no Jardim Londres. Mas depois que foi inaugurada a segunda seccional, em 28 de fevereiro deste ano, o estado informou à comissão de vereadores que o local não comportaria uma delegacia especializada no atendimento às mulheres. Segundo o vereador Carlão do PT, os parlamentares estão reunindo documentos para responsabilizar o governo paulista, que não apresentou nenhuma alternativa para o problema.
A comissão de vereadores visitou nesta quarta-feira a sede da DDM, na Avenida Governador Pedro de Toledo, para avaliar a estrutura do local. O presidente da comissão, vereador Tico Costa, afirma que a sede atual não atende as necessidades da população. Ele afirma que é preciso adequar a atual DDM e pensar em novas possibilidades para a segunda unidade. A delegada da DDM de Campinas, Maria Cecília Favéro Lopes, agradeceu o interesse do poder legislativo, mas evitou falar sobre a atual situação da delegacia.
A expectativa é de que a atual Delegacia de Defesa da Mulher seja transferida para um imóvel no bairro Chácara Primavera, próximo à Cidade Judiciária. Porém, não há um planejamento definido sobre isso.