A Emdec descartou a possibilidade de adaptação com refrigeração da frota do transporte coletivo urbano de Campinas. Em capitais como o Rio de Janeiro e São Paulo, as empresas já estão trabalhando na instalação dos aparelhos de ar condicionado nos veículos. Na capital fluminense, por exemplo, a frota deverá estar adaptada em nove anos e em São Paulo, os ônibus do BRT já vêm equipados de fábrica. A justificativa apresentada pela Emdec é de que a instalação de refrigeração resultaria em perda de potência no motor e o aumento substancial no consumo de combustível. De acordo com o presidente da empresa, Carlos José Barreiro, o sistema de transporte público de Campinas é convencional, o que não permite a implantação do sistema de ar condicionado. Ele afirma que o problema maior é a redução da potência dos veículos, que complicaria ainda mais o sistema viário de Campinas.
Os usuários ficaram revoltados, já que pagam uma das tarifas mais caras do país e por isso esperavam que Campinas seguisse o exemplo do Rio de Janeiro e de São Paulo. O corretor Carlos Antonio criticou a decisão da Emdec e afirma que os usuários nunca contam com algum tipo de privilégio. A pensionista Lourdes Facanalli, acredita que a instalação dos equipamentos seria positiva para população e lamenta o fato do município não investir nesse benefício.
A Emdec prevê a instalação de ar condicionado nos ônibus apenas quando o BRT entrar em operação. A Transurc, que reúne as empresas permissionárias de Campinas, informou que não vai se manifestar sobre a questão, que não está prevista no contrato de concessão com o município.