As novas regras de restrição de uso das bacias do PCJ, foram duramente criticadas por municípios da região de Campinas, que apresentaram dados técnicos de que a medida prejudicaria o abastecimento das cidades que dependem do Cantareira. A Sanasa fez a medição no ponto de captação conhecido como acima de Paulínia desde o começo do ano e se as medidas propostas pela Agência Nacional de Águas estivessem vigorando, Campinas teria ficado 37% do período em restrição. Isso traria um grande prejuízo para o abastecimento ao longo do ano. De acordo com o diretor técnico da Sanasa, Marco Antônio dos Santos, a situação de Campinas ficará muito complicada se a medida for aprovada. Ele afirma que a cidade será prejudicada, quando comparada aos municípios abastecidos pelo Alto Tietê, que teriam restrição em 15% do tempo avaliado.
Em Valinhos, a situação também é semelhante. O presidente do Departamento de Água e Esgoto do município, Luiz Mayr Neto, afirma que a cidade apresentou uma redução importante no consumo desde o começo do ano, quando o racionamento foi adotado. Segundo ele, as atuais regras de restrição prejudicariam muito o abastecimento da população. O presidente da ANA, Vicente Andreu, afirma que pretende ouvir a demanda dos municípios para que as regras de restrição possam ser cumpridas depois que forem aprovadas.
A proposta atual prevê o estado de alerta quando as vazões forem maiores que 4, 1,5 e 3 m3/s nos rios Atibaia, Camanducaia e Jaguari respectivamente. O estado de restrição será definido quando as vazões forem menores que as mínimas do estado de alerta, quando haverá redução de 20 a 30% do volume diário previsto na outorga ou a suspensão da captação em determinadas horas do dia. Os municípios poderão sugerir alterações das novas regras até o dia 28 deste mês. Uma nova reunião vai acontecer no início de dezembro, mas não há data definida.