Comuns em épocas de chuvas, os registros de desabamentos e quedas de muros, galhos e árvores preocupam a Defesa Civil de Campinas para os próximos meses. Com a diminuição do número de áreas de risco na cidade de 75 para 30, o monitoramento continua, mas o trabalho também será voltado a imóveis expostos a esses tipos de problemas.
Segundo o coordenador do órgão na cidade, Sidnei Furtado, outro foco de preocupação são os pontos de alagamento em ruas e avenidas, que elevam a chance de vítimas. Agentes da Defesa Civil participaram de um curso da Organização das Nações Unidas com representantes de países africanos de língua portuguesa e o Timor Leste sobre o gerenciamento de riscos.
Os membros da comitiva, que também contava com brasileiros de outros estados, visitaram a rua Moscou, que concentrava moradias irregulares e de risco, às margens de um córrego no bairro São Quirino.
As casas foram removidas em 2010 e deram lugar a um conjunto habitacional. Por esse motivo, a área foi usada como exemplo dos trabalhos de remoção de famílias e prevenção de enchentes e desastres. Funcionária do Ministério do Ambiente e Habitação de Cabo Verde, Elda Miranda vê semelhanças entre o país e as cidades brasileiras.
O grupo de brasileiros e estrangeiros foi orientado pela Organização Internacional do Trabalho, órgão da Organização das Nações Unidas. A intenção é estreitar a troca de experiências entre os países de mesma língua e melhorar a prevenção de desastres.