A suspensão de cirurgias eletivas e de exames por falta de materiais básicos para o atendimento no hospital municipal, deixou a população de Paulínia preocupada com uma possível relação entre os problemas na unidade de saúde e a crise administrativa da prefeitura. No último dia 12, o prefeito Edson Moura Júnior teve seu diploma de prefeito cassado pela quarta vez e o segundo colocado nas eleições de 2012, José Pavan, deve reassumir o cargo nos próximos dias. Desta vez o afastamento foi decidido pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Nesta segunda-feira, a situação no hospital municipal era caótica, com pessoas aguardando atendimento por mais de oito horas. A população teme que os problemas da unidade sejam consequências da crise política no município. O aposentado Ademir dos Santos afirma que ninguém ligado ao executivo e nem mesmo ao legislativo aparece para resolver o problema do hospital. O almoxarife Alecsandro Ribeiro acredita que a questão política tem interferido negativamente na administração do hospital.
Segundo informações da prefeitura de Paulínia, o motivo da necessidade de suspensões é o problema com licitações para a compra de itens e serviços, apesar de ter sido aberta concorrência por duas vezes. Nos dois casos, não houve interessados. Ainda de acordo com a prefeitura, como as licitações não deram resultado, será possível fazer a compra sem a necessidade de concorrência, mas ainda não há nenhum prazo para que isso aconteça.