Com o volume da chuva atingindo 4,3 milímetros nas últimas 72 horas, o nível do Rio Atibaia em metros cúbicos por segundo caiu e atrásra está em 8,7 no ponto de captação em Campinas, segundo a Sanasa. O índice ainda é bom se comparado a outros momentos do ano, mas é quase 6 metros cúbicos inferior ao registrado no último dia 27, quando foi o maior dos últimos 11 meses e alcançou 14 metros cúbicos por segundo.
Apesar da queda, quem conhece o rio e está acostumado a ver a paisagem todos os dias faz um balanço positivo de novembro, quando as precipitações foram mais frequentes na região de Campinas. Moradores do distrito de Sousas, os aposentados Carlos e Reinaldo Frato afirmam que a situação atual é a melhor já vista em 2014, quando pedras ficaram visíveis em diversos pontos do Atibaia. Mas a expectativa atrásra é de que dezembro também tenha mais chuvas.
Mas mesmo com o otimismo e a melhora na vazão, o volume de chuvas em novembro, 120 milímetros, não atingiu a média histórica de 150, segundo o professor Hilton Silveira Pinta, do Cepagri da Unicamp. De acordo com o diretor do centro, o índice de dezembro costuma superar 200 milímetros, mas a previsão é de que o mês comece com chuvas no final da tarde e tenha volume considerável no dia 4.
Com isso, novas variações devem ser registradas no rio Atibaia. Segundo a Sanasa, a vazão média no ponto de captação era de 12 metros cúbicos antes da crise hídrica em São Paulo, sendo que a mínima era de 7. Depois da estiagem, no entanto, o número caiu várias vezes e chegou a afetar os serviços de captação, tratamento e distribuição da água no município.