O protesto que durou cerca de 12 horas e reuniu aproximadamente 900 pessoas em Sumaré acabou com dois policiais militares feridos , a prisão de três manifestantes, atos de vandalismo e apreensão de 18 coquetéis molotov. A manifestação foi de moradores da Vila Soma que é uma área de invasão da cidade. O ato começou na madrugada desta sexta-feira.
A PM através de nota afirmou que houve depredação em semáforos, calçadas, câmeras de monitoramento, além de barricadas com pneus e lixo, bloqueando o trânsito, em uma das principais vias, a Avenida da Amizade. Um ônibus chegou a ser depredado. Com um dos presos a polícia encontrou um galão de gasolina e outro chegou a jogar pedras em PMs. Os policias feridos passam bem e tiveram ferimentos no pé e na testa.
Elias Santos que mora na área da Vila Soma, fala que o protesto foi motivado pela falta de atenção da prefeitura e que os atos de vândalos foram praticados por uma minoria. A Polícia Militar não confirmou o uso de gás e bombas de efeito moral, apenas disse que houve várias tentativas de negociações com os manifestantes.
Mesmo após a manifestação, na tarde desta sexta, moradores da Vila Soma, ainda encontravam dificuldades de acesso ao bairro, onde pneus foram incendiados, bloqueando as entradas. Foi o caso de Dáfine Santos que mora no local há dois anos. Ela comenta a situação das famílias e diz que não vai deixar o espaço sem uma providência das administração.
A prefeitura de Sumaré disse que a área invadida não é pública e sim de propriedades, não sendo responsável pela ação de reintegração de posse. A assessoria de imprensa informou ainda que a Prefeitura auxilia na busca por solução consensual através de sua atuação no Grupo de Trabalho técnico intergovernamental. A solução trabalhada, segundo a administração, é inclusão da associação de moradores na “Modalidade Entidades”, permitindo que eles viabilizem um conjunto habitacional em outro local.
A reintegração de posse está prevista para início de março.