O Conselho Municipal de Saúde sugeriu um plano emergencial diante da decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que proibiu a Prefeitura de fazer repasses à SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina – entidade responsável pela gestão do Hospital Municipal Ouro Verde. As contas reprovadas do convênio se referem aos anos de 2010 e 2011, quando o município teria descumprido parte das determinações previstas em acordo feito com o Ministério Público Federal. Entre os problemas apontados pelo Tribunal de Contas estão divergências em informações prestadas pela Prefeitura e a SPDM sobre o montante repassado e a atuação de funcionários da administração municipal na unidade médica. O período apontado se refere à administração municipal anterior. Mas, para o Presidente do Conselho Municipal de Saúde, Paulo Mariante, constantes alertas tem sido feitos também para a atual gestão, que não tem tomado nenhuma providência em relação ao convênio. Paulo Mariante explica que sem o repasse da Prefeitura, o Hospital Ouro Verde não terá recursos para manter seu adequado funcionamento, o que pode gerar um impacto direto para o atendimento da população. Paulo Mariente quer que a gestão do Hospital Ouro Verde seja feita de forma efetiva pelo município e não pela prestação de serviços de uma entidade privada terceirizada e sugere a criação de uma autarquia. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde informou que irá se manifestar sobre a decisão do TCE-SP somente quando for oficialmente notificada.