A Câmara Municipal de Campinas retomou as atividades legislativas nesse início de fevereiro. Para este ano, um dos principais projetos que entrará em pauta será o reajuste no salário dos 33 vereadores. Atualmente, cada vereador recebe R$ 8,5 mil e ainda não há um percentual definido para o reajuste.
Para evitar o desgaste político e críticas por parte da população, o presidente do legislativo campineiro, Rafael Zimbaldi comenta que fará uma ampla discussão junto à sociedade para evitar uma possível revolta, como em dezembro de 2011, quando, ao apagar das luzes, os vereadores chegaram a aprovar 126% de aumento nos próprios salários, que depois acabou sendo revisto.
Um outro assunto que deverá voltar ao plenário é o que tem como objetivo responsabilizar as imobiliárias sobre os imóveis que forem identificados como situação de abandono, principalmente em função do estado de limpeza e possibilidade de proliferação do mosquito transmissor da dengue.
Zimbaldi explica que o projeto não chegou a ser aprovado pelo legislativo em 2014 e que, deve voltar a tramitar, mas primeiramente, pela comissão de legalidade que fará uma nova análise jurídica. Segundo ele, houve várias discordâncias quanto ao conteúdo.
Já com relação ao terreno degradado da antiga rodoviária o presidente da Câmara de Campinas, Rafael Zimbaldi lembra que, à época do negócio realizado, os empresários que compraram a área tinham um parecer da prefeitura relacionado ao potencial construtivo que, de acordo com o vereador, não seria o que é oficial hoje.
Zimbaldi, porém, diz que é função do legislativo acompanhar o desembaraço da situação já que a revitalização do centro passa pela melhoria dessa região
O Projeto do Plano Diretor do Município e a Lei de Uso e Ocupação do Solo também deverão entrar em pauta esse ano gerando um amplo debate junto à população.