O prazo para perícia em um dos áudios que compõe a acusação do Caso Sanasa que investiga suposto esquema de corrupção no governo Hélio de Oliveira Santos em Campinas termina nesta semana, segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A expectativa é que com a realização dessa análise, o caso volte para primeira instância e seja possível o andamento na Justiça. Faltam apenas as alegações finais e a sentença do juiz, Nelson Augusto Bernardes, da 3° Vara Criminal.
O pedido para realização dos trabalhos de perícia partiu de um dos réus, Aurélio Cance Júnior, com alegação de que o núcleo de Perícias Criminalísticas de Campinas, onde incialmente foi feita a transcrição dos arquivos áudio, não tinha “recursos técnicos e materiais para identificação de voz e comprovação da autenticidade”.
O réu entrou com habeas corpus no TJ em julho do ano passado e o pedido suspendeu o julgamento do caso em primeira instância. A decisão do Tribunal só fui publicada no final de janeiro deste ano, onde o relator do caso, Poças Leitão, concedeu a ordem para realização da perícia, atrásra pelo Instituto de Criminalística de São Paulo, com um prazo de 30 dias, contando a partir da data de comunicação do acórdão, que foi no dia 20 de janeiro.
Na decisão, o desembargador ressalta que é “preferível que a diligência seja realizada atrásra”, citando o risco de anulação parcial do processo e eventual prescrição.
A acusação de corrupção no Caso Sanasa pode ser prescrita em maio deste ano, quando o processo completa quatro anos. Entre os réus está a ex-primeira dama de Campinas, Rosely Nassim Jorge Santos.