O Ministério Público de São Paulo obteve a condenação de quatro homens, entre eles um ex-sargento e um ex-soldado do Exército, integrantes de uma quadrilha especializada no desvio de armas, acessórios e munições das Forças Armadas, para fornecimento a ladrões de caixas eletrônicos e traficantes de drogas na região de Campinas.
Em sentença proferida no último dia 9 pelo Juiz da 4ª Vara Criminal de Campinas, o ex-sargento foi condenado a 13 anos de reclusão; o ex-soldado, a 9 anos de reclusão; um dos ladrões de banco a 12 anos de reclusão e seu comparsa, a 10 anos.
Eles não poderão recorrer em liberdade, à exceção de um dos integrantes da quadrilha, que obteve liberdade provisória por meio de habeas corpus.
Todos foram denunciados por formação de quadrilha e posse ilegal de armamento e munição de uso restrito. A denúncia foi oferecida em março de 2014 pelos Promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) – Núcleo Campinas e da Promotoria de Justiça Criminal de Campinas, após investigações realizadas pelo MP em conjunto com o Departamento de Investigação sobre o Crime Organizado da Polícia Civil.
De acordo com as investigações, a quadrilha desviou mais de 700 munições calibre 7.62mm, de uso exclusivo do Exército, além de armas e explosivos. O armamento e as munições eram desviados do Batalhão do Exército em Campinas por um então 3º sargento e um então soldado da corporação.
O esquema começou a ser desvendado com a prisão em flagrante de um dos acusados, em fevereiro de 2013, quando ele se preparava para explodir caixas eletrônicos em Santo Antonio do Jardim.
Ele e outro denunciado negociavam com os dois integrantes do Exército a compra de armas, munições e artefatos explosivos pertencentes às Forças Armadas para uso em suas ações criminosas e também para abastecer outras quadrilhas especializadas em furtos a banca mediante de caixas eletrônicos.
Os dois homens que integravam o Exército já foram expulsos da corporação.