O relato de Lilian Machado está se tornando cada vez mais comum. Além de ser mãe, ela trabalha como design de sobrancelhas e a dupla jornada a impede de dormir o tempo suficiente. O problema, que preocupa especialistas de todo o mundo, é o tema de um estudo da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O inquérito ISACamp Sono selecionou 400 residências, que serão visitadas para a realização de testes e questionários que vão avaliar a qualidade do sono dos moradores. De acordo com a coordenadora do Isacamp Sono, Tânia Aparecida de Oliveira, a literatura médica indica que dormir pouco pode prejudicar a saúde. Distúrbios do sono, como apneia, sonolência e cochilos diurnos também são objetos da pesquisa. A especialista afirma que uma leve sonolência após o almoço é comum, mas a necessidade excessiva de cochilos pode indicar problemas. Para a maioria das pessoas, o ideal é dormir de 7 a 8 horas por dia. Mas, de acordo com Tânia, existe uma minoria que consegue ficar bem mesmo dormindo pouco. A dona de casa Fátima Borgo está entre os sortudos. Só precisa de 4 a 5 horas de sono para recuperar a energia. Mas, esse não é o padrão. Para a maioria, dormir cedo é difícil por causa dos compromissos e acordar no dia seguinte se torna um grande sacrifício. O Inquérito ISACamp Sono é inédito no país e tem o apoio da (Fapesp). Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.