A Ceasa Campinas começa a sentir o reflexo do protesto dos caminhoneiros com o atraso na entrega de algumas mercadorias. Há mais de uma semana, os motoristas continuam bloqueando a passagem em rodovias de todo o país, em protesto contra o preço do Diesel e também do frete, considerado baixo pela categoria. Apesar de ainda não ter havido um grande bloqueio na região de Campinas, alguns motoristas têm encontrado dificuldade para chegar ao município. No caso da Ceasa existe uma preocupação maior, porque os produtos são perecíveis e perdem valor de mercado quando chegam com atraso. Produtos como o mamão, a cebola e o tomate já estão chegando em menor quantidade no município.
Entre os trabalhadores da Ceasa, há muita preocupação com o que pode acontecer nos próximos dias. Segundo o permissionário Francisco de Assis Domingos, se houver mais atrasos na entrega, é provável que o preço das mercadorias sejam reajustados. Fernando Carbonaro também trabalha na Ceasa Campinas e afirma que está esperando mercadorias que já deveriam ter sido entregues. Segundo ele, se a situação persistir, poderá haver desabastecimento.
Os caminhoneiros que realizavam suas entregas na Ceasa nesta terça-feira, disseram que não encontraram muita dificuldade para circular pelo estado de São Paulo. De qualquer forma, eles defendem as manifestações. Edson Martins afirma que a situação da categoria é crítica e que os motoristas estão trabalhando no limite. Segundo ele, existe a possibilidade de paralisação no estado de São Paulo nos próximos dias. A Ceasa é responsável pelo abastecimento de mais de 500 municípios e recebe produtos de 700 localidades.