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Alunos da PUCC revelam trotes violentos em CPI

Durante audiência em Campinas o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência em universidades paulistas, deputado Adriano Diogo, do PT, afirmou que deve entregar dois relatórios parciais

Alunos da PUCC revelam trotes violentos em CPI
Durante audiência em Campinas o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência em universidades paulistas, deputado Adriano Diogo, do PT, afirmou que deve entregar dois relatórios parciais antes do fim dos trabalhos. A CPI sobre trotes e outras práticas se encerra em março e a entrega dos documentos deve acontecer nos próximos […]

Durante audiência em Campinas o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que apura a violência em universidades paulistas, deputado Adriano Diogo, do PT, afirmou que deve entregar dois relatórios parciais antes do fim dos trabalhos. A CPI sobre trotes e outras práticas se encerra em março e a entrega dos documentos deve acontecer nos próximos dias para apresentar tudo o que foi feito para o Ministério Público. Ele cita os questionamentos legais que também podem comprometer os resultados e critica a falta de punição por parte das instituições.

Nesta segunda-feira a comissão ouviu uma professora de Medicina da PUC-Campinas que relatou casos de violência entre 2008 e 2015. A docente disse ter testemunhado assédio e humilhação durante as aulas. Ela ainda reforçou os depoimentos sobre os trotes e outros abusos. Em 2014, veteranos teriam agredido fisicamente um grupo de ingressantes. O caso foi confirmado por uma das vítimas, que não quis ser identificada. O estudante contou em detalhes sobre a noite em que ele e outros jovens foram obrigados a ficar nus fora da universidade.

Segundo ele, porém, alguns trotes também acontecem dentro do campus. Outra aluna ouvida relatou também cobranças abusivas que teriam sido feitas pela atlética do curso no início dos preparativos para a formatura. A situação gerou atritos na turma e motivou represálias e ameaças. A reunião em Campinas foi a vigésima quinta realizada pela CPI. Foram convocados 23 estudantes, mas 14 estiveram no local. Entre eles, alguns acompanhados de advogados e que são apontados como agressores.

 

Posicionamento da PUC-Campinas

 

Sobre os fatos expostos junto à CPI das Universidades, a Instituição já havia sido informada em 2014, quando desencadeou processos disciplinares internos, bem como, a comunicação do ocorrido para as autoridades externas competentes.

A prática de qualquer tipo de trote é proibida na Universidade pela Resolução Normativa PUC nº 018/2005 e, desde então, a Instituição tem envidado esforços para conter essa prática. De acordo com a Resolução, comprovada a participação, os autores do trote devem ser submetidos às penalidades previstas em seu Estatuto e Regimento Geral.

A PUC-Campinas não promove festas em ambientes externos aos Campi, tais como chácaras, bares, boates, lanchonetes, entre outros estabelecimentos. Qualquer convite feito aos alunos para comparecerem a esses locais, como sendo um evento da Instituição, não é verdadeiro. Os locais citados na CPI que seriam supostamente utilizados para “tortura” de calouros não pertencem a Universidade, tampouco fazem parte de seus Campi.

Em 2009 foram realizados estudos na Universidade, por meio de um grupo de trabalho, que propôs a criação do Comitê Permanente de Acolhida aos Calouros, formado por Diretores de Centros, docentes representantes e funcionários de diversos órgãos da Instituição. O Comitê é responsável por planejar, executar e avaliar todas as atividades voltadas à chegada de novos acadêmicos à PUC-Campinas.

 

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