A greve na Refinaria de Paulínia afetou os setores de operação e administração e fez com que funcionários trabalhassem 32 horas seguidas. O ato foi iniciado às três e meia da tarde de quinta-feira, horário em que outra equipe deveria substituir os trabalhadores, mas não entrou no local. A principal motivação do protesto é o pedido do Sindipetro por mais contratações de operadores para a Estação de Tratamento de Água.
Segundo o coordenador da Regional Campinas, Gustavo Marsaioli, o setor hoje conta com apenas um funcionário por turno. A função, de acordo com ele, exige muito e pode expor os trabalhadores a riscos. A reivindicação é para que pelo menos mais um seja contratado. Ainda segundo Marsaioli, o ato de 24 horas já estava programado, porque o pedido da entidade é antigo e está na pauta há pelo menos dois anos.
Mas a manifestação também foi feita em solidariedade aos cinco petroleiros mortos em uma explosão em São Mateus no Espírito Santo. Mesmo com o fim da greve, os funcionários responsáveis por substituir a equipe que trabalhou a mais ficará no local até 7 e meia de sábado. Isso porque a escala da refinaria prevê que o grupo que saiu na tarde desta sexta teria que voltar às onze e meia da noite. A Petrobras e a Replan não enviaram posicionamento sobre o ato e os possíveis prejuízos na produção até o fechamento desta reportagem.