A decisão da direção do Hospital Mário Gatti em Campinas de repassar a gestão de insumos e medicamentos a uma empresa motivou um protesto de cerca de 50 servidores e conselheiros da Saúde nesta manhã. O ato aconteceu no local, foi encerrado por volta de nove e meia e não causou prejuízos ao atendimento. Na unidade, os manifestantes afixaram faixas contra o que chamaram de privatização e pediram mais diálogo.
Isso porque, segundo o membro do conselho e do fórum popular de saúde de Campinas, Francisco Mogadouro, a medida só chegou ao conhecimento deles após ser publicada no Diário Oficial. Mas além de reclamar da falta de aviso ou consulta prévia, o conselheiro questiona a terceirização. Para ele, a farmácia da unidade, por exemplo, deve sofrer com a precarização do trabalho e prejudicar os pacientes.
Anunciada no início do mês, a medida ainda não entrou em vigor porque depende de licitação. O processo, porém, foi suspenso por ao menos 15 dias porque teve itens questionados pelas empresas interessadas. De acordo com o presidente do Hospital Mário Gatti, Marcos Pimenta, a decisão foi tomada porque deve reduzir as despesas em 30 por cento. Ele também discorda do termo “privatização”, usado pelos manifestantes.
Sobre as reclamações de que a direção não consultou os conselhos local e municipal, o presidente alegou que respeita as duas representações, mas que as decisões cabem somente aos diretores do hospital. Ainda segundo Marcos Pimenta, a empresa contratada será obrigada a fornecer relatórios frequentes e cerca de 20 servidores que trabalham na farmácia devem ser realocados para áreas mais sensíveis do Mário Gatti.